você é feita de porcelana? — sussurrou em meu ouvido. me lembro que, achando graça da pergunta, respondi que não. mas até hoje penso que ele não acreditou. suas mãos, firmes, percorriam as minhas e acariciavam meu rosto com todo zelo, como se eu fosse a coisa mais frágil do mundo, como se a qualquer queda ou movimento brusco pudesse trincar — ou quebrar. tá aí uma coisa que a gente nunca esquece: o cuidado. ou melhor, os gestos de quem cuida.
(via olh0sfri0s)
